Saturday, May 22, 2010

...A mulher tem uma coisa dentro de si, algo grosseiro, primário, estupidamente natural. Algo que é como uma voz. Algo que fica entre o hipotálamo e o cu. Uma voz que diz: esse sim, minha filha. Pode abrir as pernas. Esse não. Por mais pirotecnias financeiras ou existencialistas que um homem faça, quem decide a umidade de uma fêmea é essa voz. E o cacete da voz, dizia, apesar das súplicas da periquita depilada de Sabrina: esse, minha filha, não. Esse nem fodendo.


"Alguma coisa", da Tati Bernardi
. [link]